Resenha do mistério: "Recursão", de Blake Crouch

“Recursão”, escrito pelo americano Blake Crouch e publicado pela editora Intrínseca no Brasil (com capa dura! Isso é um ponto que sempre vale destacar), é um livro claramente de ficção científica, mas não pense que o gênero não possa incluir mistério.


Nele, acompanhamos os pontos de vistas de duas pessoas. Em 2018, o policial Barry Sutton é chamado para impedir uma tentativa de suicídio. Ele não consegue, mas antes de morrer, a moça revela várias informações que o deixam confuso e fazem com que ele queira investigar melhor um fenômeno que anda sendo anunciado recentemente: a Síndrome das Falsas Memórias ou STF.


Em 2007, o foco está em Helena Smith, uma cientista que está tentando construir um dispositivo capaz de ajudar pessoas que sofrem do mal de Alzheimer e recebe uma proposta de um grande empresário que não pode recusar. Só com essa informação, não é mistério nenhum que as descobertas de Helena claramente tem relação com as Falsas Memórias do futuro, mas como? E o que aconteceu?


Enquanto Barry resolve investigar tudo por conta própria - nenhum crime de fato aconteceu e, além do mais, ele é do departamento de roubo - e acaba descobrindo que o buraco dessa história é muito mais fundo do que qualquer pessoa de fora está sabendo. Além de acompanharmos o mistério principal, com Barry tentando descobrir o que está acontecendo, acompanhar o progresso de Helena é um dos pontos altos da narrativa.


A invenção de Helena gera o que fica conhecido como STF, uma síndrome em que, de um dia para o outro, a pessoa se lembra de uma vida inteira paralela que não aconteceu, juntamente com as suas memórias normais e reais. Com essas duas vidas se sobrepondo, a síndrome leva a um nível absurdo de angústia e, em casos extremos como o da moça inicial, ao suicídio. Mas não estamos falando aqui de um vírus ou uma doença, mas sim algo muito mais confuso e misterioso do que isso.


Envolvendo física quântica e linhas do tempo, o livro é cheio de ação, com uma luta constante para tentar desfazer suas próprias ações. É o estilo de livro que vai se tornar filme em breve eu aposto, mas ótimo para quem quer uma leitura rápida que te deixe sem fôlego e te faça questionar tudo até o último segundo.


Nota: 4,5 estrelas


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